COMEDORES!
Ainda em Guimarães. Apesar que triste saber de se ter ido alguém que muito me diz. Isso tento esquecer. Difícil. Tão difícil. Passo à frente.
Hoje e alguns anteriores são dias de festa na cidade. Dias de desassossego. Dias da iluminação artificial e eloquente. São dias de ver as gentes que lambem fronteiras. Estes, estes dias amenos, a desejar um “surf” com os amigos em Àrvore, a pedir que nenhum bar corra a cortina, a convidar para cerveja tardia na tasquinha do Tio Júlio, são dias bons. Agosto, sempre Agosto de reencontros e ultra-disposto. É bom. Agosto é bom.
Porém; e salve-me a alma de menina se jorro saliva envenenada, algo está irritantemente errado nesta cidade. Por mais que tente absorver a modernidade de certos manifestos, encarar as transformações ferrugentas, o capitalismo ridículo sugado de palhinha dos bolsos sofridos dos viventes desta cidade, há uma irritante, para não dizer nojenta, propaganda política que derrete toda e qualquer credibilidade daqueles que dão a cara,ou as duas caras, ou mesmo as três, com ou sem barba, com ou sem maquilhagem, com ou sem óculos de mirar. Comedores! É só o que ouve!
