Dialética Política: Câmara disponibiliza 150 mil euros para ajudar Convívio a manter a sua sede

370 mil euros. É o valor do edifício que hoje é a sede da Associação Convívio. “Atendendo à  importância cultural do Convívio, a [Câmara] atribuiu o subsídio de 150 mil euros”, contribuindo assim para a aquisição do imóvel. Mostra também a vontade do município em manter aquela associação no local que a alberga há vários anos.

Domingos Bragança, presidente da Câmara

Subsídio de 150 mil euros à Associação Convívio é um subsídio excecional correspondemos, aquilo que a Associação Convívio nos solicitou que é precisavam para completar o valor para a aquisição, suponho, que é de 370 mil euros, precisavam de completar com o que faltava de 150 mil euros e a Câmara, atendendo à importância do Associação Convívio, à importância cultural do convívio atribuiu o subsídio de 150 mil euros.

As contrapartidas é continuar o convívio a fazer o trabalho cultural que tem feito durante toda a sua existência. Portanto há aqui uma situação crítica: a sede cultural, em nosso entender, do Convívio, devera ser onde está e portanto se nós contribuirmos para eles continuarem exatamente no sítio onde estão tudo bem para nós.

Bruno Fernandes, vereador da Coligação Juntos por Guimarães

Nós sempre estivemos a favor a apoios às instituições do nosso concelho, às instituições recreativas culturais e artísticas. A Associação Convívio é um exemplo dessas associações e por isso o apoio que a Câmara nos trouxe pareceu-nos positivo e por isso votamos a favor.

Conheça a proposta:

25. CULTURA – CONVÍVIO ASSOCIAÇÃO CULTURAL – ATRIBUIÇÃO DE SUBSÍDIO PARA AQUISIÇÃO DE SEDE SOCIAL – Presente a seguinte proposta: “Em face do ofício remetido em 12 de outubro de 2018 pelo Convívio Associação Cultural, que se junta em anexo e aqui se dá por integralmente reproduzido, e considerando: – O manifesto interesse público da atividade desenvolvida pelo Convívio Associação Cultural, refletido tanto na atribuição da Medalha de Ouro de Mérito Cultural atribuída pelo Município de Guimarães em 2000, como no facto de àquela Associação se ter reconhecido o Estatuto de Utilidade Pública através do Despacho nº 3602, publicado em Diário da República de 7 de março de 2013. – Que as razões que determinaram aqueles reconhecimentos permanecem atuais, atendendo à profícua atividade cultural que a Associação ainda hoje promove. – Que a continuidade da ação cultural da Associação é indissociável da possibilidade de dispor de uma sede social onde tal ação possa ser programada, planeada e desenvolvida. – Que a manutenção da atual sede social é a melhor solução para assegurar aquela continuidade e que, ademais, a permanência do Convívio naquele edifício, localizado no Centro Histórico, corresponde ao interesse do Município em manter nesta área urbana entidades culturais relevantes e ativas. – Que as razões que determinam a urgência em adquirir a sua sede aos atuais senhorios decorrem de uma iniciativa externa à qual os responsáveis da Associação são alheios. – Que o curto espaço de tempo que foi dado à Associação para obter o preço fixado para aquisição da sua atual sede torna inviável o recurso a outras formas de financiamento, mas que, ainda assim os órgãos sociais daquela Associação desenvolveram esforços que lhes permitem assegurar mais de 50% do custo de aquisição do edifício, fixado em €370.000,00. Proponho, nos termos do nº 6 do Artigo 2º do Regulamento de Atribuição de Subsídios às Entidades Culturais, Artísticas, Recreativas e Humanitárias de Guimarães, a atribuição, ao Convívio Associação Cultural, de um subsídio de €150.000,00, destinado ao exercício do direito de preferência para aquisição da sua sede social, imóvel sito no Largo da Misericórdia, 5, 6, 7 e 8, União das Freguesias de Oliveira, São Paio e São Sebastião, concelho de Guimarães, inscrito na respetiva matriz sob o artº. 2081.º e descrito na conservatória sob o n.º 815/20090908. O pagamento do subsídio será feito no ato da escritura.”
DELIBERADO

Em contexto de reunião de Câmara, o órgão que governa dos destinos do município, os temas são quase sempre debatidos a duas caras. Este exercício de dialética política serve para conhecer os argumentos que suportam as aprovações, abstenções ou chumbos que, de quinze em quinze dias, vão marcando a cidade. O seu a seu dono: discursos transcritos na primeira pessoa.
Este trabalho conta com o apoio da:

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