Polo aquático: é na Guarda que o Vitória vai disputar a primeira final da história

O dia 14 de Abril de 2019 pode ficar gravado na história como aquele em que o polo aquático vitoriano conquistou o seu primeiro título nacional em seniores masculinos. Para o conseguir, vai ter de derrotar o Fluvial na final da Taça de Portugal, agendada para as 16:30, nas Piscinas Municipais da Guarda.

 

Neste domingo, por volta das 18:00, a equipa de polo aquático do Vitória vai estar a celebrar, em comunhão com os adeptos que marcarem presença na Guarda, o primeiro título nacional em 16 anos de atividade: este é o cenário que se adivinha se a equipa treinada por João Pedro Santos derrotar o Fluvial na final da Taça de Portugal.

Apesar da equipa portuense estar habituada aos títulos – é a atual detentora da Taça e ainda tricampeã nacional -, os vitorianos já mostraram, nesta época, serem capazes de se impor ao adversário de logo à tarde; venceram os dois jogos para o campeonato, por 13-9 (fora) e por 16-9 (casa), e terminaram a fase regular no primeiro lugar, com 50 pontos, mais cinco do que os portuenses, segundos.

O Vitória está, aliás, invicto nesta época e a eventual conquista da Taça de Portugal pode ser um tónico para a luta pelo principal objectivo estabelecido para 2018/19: a vitória no campeonato nacional, com o possível acesso a uma competição europeia.

 

Triunfos sobre equipas do “top quatro” antecedem final

O Vitória já está a competir na Guarda desde sexta-feira, uma vez que a fase decisiva da competição se disputa num formato de “final a oito”. O trajeto dos vitorianos até à final não foi o mais acessível: teve de ultrapassar o Povoense, terceiro classificado da fase regular do campeonato, nos quartos de final, e o Paredes, quarto da fase regular, nas meias.

A equipa de Guimarães encontrou os poveiros logo na sexta-feira. Após duelos muito equilibrados no campeonato – 16-16, na Senhora da Hora, casa emprestada do Povoense, e 14-13 para o Vitória, em S. Tiago de Candoso -, os pupilos de João Pedro Santos venceram, desta feita, com uma diferença de quatro golos (14-10). Depois de um primeiro período equilibrado, que terminaram a vencer, por 4-3, os vitorianos criaram um “fosso” decisivo para o Povoense no segundo período e chegaram ao intervalo a vencer por 9-4. Esta vantagem deu à equipa margem de manobra para gerir o resultado nos dois períodos que se seguiram. Melhores marcadores vitorianos durante a fase regular, Pedro Sousa e o Kincses Attila exibiram novamente essa veia goleadora, com cinco e quatro golos, respetivamente.

No sábado, o Vitória defrontou o Paredes, equipa que havia batido o Algés nos quartos de final (14-13). A partida das meias-finais acabou por se revelar mais acessível. Os homens da cidade berço praticamente sentenciaram a partida nos dois primeiros períodos, quando alcançaram uma vantagem de 6-0. A partir daí, a equipa limitou-se a gerir a vantagem até o jogo terminar com um resultado de 15-10. O húngaro Kincses Attila voltou a destacar-se, com cinco golos, seguido de Pedro Cunha, com quatro.

A vitória sobre o Paredes abriu as portas para o embate com o Fluvial, que vai decidir o vencedor da Taça. No caminho para a final, os portuenses derrotaram o Pacense, por 22-5, e o Sporting, por 15-9.