Os caminhos das Europeias

As pré-campanhas e as campanhas são feitas de prestação de contas, de esclarecimentos e de apresentação de compromissos e programas para os anos que se seguem.

A CDU não falha e independentemente das eleições a que concorre cumpre com o compromisso que assumiu e assume com as populações.

Os dias de balanços e de esclarecimentos já vão longos, não esperamos pelos convites para os debates ou entrevistas com os candidatos, não nos deixámos abater porque a comunicação social não nos acompanha nas inúmeras iniciativas por todo o país que contam não só com todos os candidatos da lista da CDU, mas com as muitas vozes dos militantes dos partidos que compõe esta coligação.

Andamos por todo o país, desde o Norte ao Sul, sem olhar ao número de cidadãos que vivem nas cidades, vilas ou freguesias para onde levamos a força, os valores e as propostas por uma União Europeia mais justa e mais igualitária.

Combatemos a abstenção conversando cara a cara com cada jovem, com homens e mulheres, com reformados, com estudantes, com pequenos e médios empresários, com agricultores, com comerciantes. Cara a cara, sem medo do esclarecimento, da resposta às perguntas e dúvidas que nos são colocadas vamos para a rua conquistar cada voto e dar continuidade à democracia.

As eleições para o Parlamento Europeu acontecem numa altura em que é necessário reforçar o que conquistamos nos últimos três anos, quando nos libertamos das imposições da União Europeia que apenas serviram para empobrecer mais o país.

Evoluímos na mitigação às Alterações Climáticas, problema com dimensão mundial, na conquista dos passes sociais para os transportes públicos e a luta que durou longos anos veio demonstrar que oferecendo transportes colectivos públicos a preços acessíveis as pessoas guardam a chave do carro na gaveta e não no bolso, como alguns querem fazer acreditar.

Estas eleições ocorrem num tempo em que a defesa do meio ambiente, dos recursos naturais, em que a protecção do planeta Terra andam de boca em boca, percorrem as ruas em grandes manifestações, invadem as redes sociais e acolhem a unanimidade. Todos temos que proteger a “casa” que é de todos.

No entanto, é necessário dizer que os que levantam as bandeira da defesa do Ambiente nem sempre acompanham este gesto com os comportamentos correspondentes. A União Europeia que defende a privatização da água, privando muitos do acesso à água potável.

A União Europeia defende a agricultura super intensiva, que necessita de grandes quantidades de água, que necessita da utilização intensiva de químicos, em vez de defender a agricultura biológica, familiar que contribuí para uma alimentação mais saudável, para a dinamização da economia local e nacional.

É tempo de escolher entre a União Europeia cujo primeiro objectivo é o de garantir aos grandes grupos económicos a acumulação de riqueza a que hoje assistimos ou uma Europa que tenha, em primeiro lugar, nos seus objectivos assegurar um desenvolvimento sustentável para todos os povos.

É tempo de escolher entre avançar ou andar para trás.

Mariana Silva, 36 anos, licenciada em Estudos Portugueses e Lusófonos, na Universidade do Minho. É eleita na Assembleia Municipal de Guimarães desde 2009, eleita na Assembleia da União de Freguesias Oliveira do Castelo, São Paio e São Sebastião desde 2013 e membro do Conselho Nacional do Partido Ecologista “Os Verdes”.
Por decisão pessoal, a autora do texto não escreve segundo o novo Acordo Ortográfico.