Monoparentalidade

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Atualmente a sociedade é caraterizada pela evolução e pela mudança. Deste modo, estas alterações não excluem a família. Embora esta seja considerada umas das instituições com mais persistência ao longo do tempo, estas alterações refletem-se também no seio familiar. Desta forma, a família nas últimas décadas tem passado por inúmeras transformações, sendo, portanto, composta de novas e diferentes configurações familiares, sendo muito comum a composição de famílias monoparentais.

Nos últimos anos a monoparentalidade está a aumentar, tornando-se mais comum que o conceito de família tradicional constituída pelos elementos pai, mãe e filhos. O conceito de monoparentalidade quer dizer que a família é orientada apenas por um elemento que é responsável pelo agregado familiar e pelas crianças desse agregado.

As razões que estão por detrás desta realidade são diversas, uma maternidade ou paternidade solteira, divórcio, abandono familiar, emprego no estrangeiro, entre outras. Mas, em qualquer caso, fica a existir uma deficiência no quadro familiar. A falta maternal ou paternal irá constituir uma lacuna na educação das crianças, sendo o seu período de crescimento muito exigente e de grande absorção. Devido ao facto de apenas existir um progenitor estes fazem um esforço acrescido para minimizar a lacuna existente ao nível do plano parental, causando sobrecarga ao cuidador.

Educar e criar um filho numa família nuclear não é fácil, fazê-lo numa família monoparental é mais difícil ainda. Os medos e as duvidas são muitas. O medo de errar e de não tomar as atitudes certas na vida dos filhos são uma constante. Estes progenitores esforçam-se para criar as crianças num lar confortável, e, para serem para elas os seus pilares e os seus modelos educacionais, pois, “o exemplo é a melhor forma de educar”.

Um adulto em monoparentalidade desdobra-se em vários papéis diariamente, trabalha durante o dia, chega a casa e tem as tarefas domésticas e a educação dos filhos, sendo que, no final do dia o tempo que lhe resta é inexistente. As horas extra e a gestão minuciosa do pequeno orçamento, evita que nada falte no frigorífico, no roupeiro e na educação. Este facto faz com que estes pais estejam mais suscetíveis a altos índices de stress.

Em contrapartida, as alegrias também são vividas a solo. Cada etapa que passa com sucesso é uma vitória, a felicidade é gigante e o sentimento de dever cumprido é fenomenal. A cumplicidade que estas mães e estes pais criam com os seus filhos é um tesouro, e estes, á medida que vão crescendo reconhecem os seus progenitores como sendo os seus heróis.

Um enorme bem-haja, a todas estas mães e a todos estes pais, que têm em si diariamente toda a força do mundo..

Tânia Salgado da ADDHG – Associação de Defesa dos Direitos Humanos de Guimarães.