SOBRE O DIREITO À GREVE DOS ESTUDANTES

Um caso isolado (e uma forma de protesto) “Vocês não têm direito a greve, a nada: não descontam, não têm sindicato, não fazem nada.*” *Excerto de um discurso/acusação a um grupo de alunos do 8º ano, em Guimarães, levado a cabo por uma pessoa a quem chamam “professora”. O “tomar de pressuposto” e o “dado adquirido” são premissas muito perigosas numa sociedade que se quer progressista e sustentável. O que aqui escreverei não escapará, por certo, à polémica dos dias, mas é o que sinto há demasiado tempo. Um bocado (ou muito) a reboque desta greve pelo clima, dei por … Continuar a ler SOBRE O DIREITO À GREVE DOS ESTUDANTES

SEGREGAÇÃO MODERNA: A VERDADE QUE OS RANKINGS DE ESCOLAS TEIMAM EM ESCONDER

É preciso olhar o problema de frente: Os rankings são um crime. É claro que os adeptos desta segregação apressar-se-ão a dizer que só não liga aos rankings quem nunca por eles foi bafejado. É um clássico. Portanto, as crianças e os jovens são colocados num circo (e círculo) competitivo que nunca pediram. E têm de o aceitar, em nome da competitividade que uns senhores “altamente qualificados”, que “estudaram muito” (outro sinónimo para “debitaram”), defendem. Em doze anos, não importam a ética, o raciocínio e espírito críticos, não importam a leitura nem a cultura no geral, não importam a criatividade, … Continuar a ler SEGREGAÇÃO MODERNA: A VERDADE QUE OS RANKINGS DE ESCOLAS TEIMAM EM ESCONDER

GUIMARÃES

Guimarães tira-me do sério. Todos os dias. O trânsito é, para a dimensão da cidade, caótico. Guimarães não faz tudo o que pode pelo seu potencial. Guimarães, refém de uma moda passageira, exibe as cores da saia alheia, ansiosa por validação externa. Guimarães tem, amiúde, vergonha do que é seu porque quer ser, à força toda, algo que, marcadamente, não é. Guimarães não consegue distinguir entre bairrismo saudável e tacanhez grosseira. Guimarães é, dizem-nos, má mãe (e boa madrasta). Contudo, Guimarães, Terra onde começa a Terra, é um Amor que nos come as vísceras. Dizemos mal de Guimarães, mas não … Continuar a ler GUIMARÃES

O REVISIONISMO HISTÓRICO CHEGOU ÀS FESTAS DE SÃO NICOLAU

Hoje, a caminho de Braga, vi-me confrontado com uma pergunta: – Qual é a origem do Traje dos estudantes de Guimarães? De início, e por achar que seria mais comum as pessoas questionarem-se acerca das origens do chamado “traje de trabalho”, principiei logo por esse lado. Fui imediatamente ‘corrigido’: – Não! Não é a desse. Refiro-me ao Traje da Capa e Batina. Fiquei muito baralhado. Como, origem?, questionei. A resposta veio de seguida: – Tive uma grande ‘discussão’. Tem sido dito, em certos círculos, que as Nicolinas são uma versão fraudulenta da Tradição de Coimbra, que o Traje é uma … Continuar a ler O REVISIONISMO HISTÓRICO CHEGOU ÀS FESTAS DE SÃO NICOLAU

DIFERENÇA: (ATÉ) MAIS DO QUE UM DIREITO, UMA CARACTERÍSTICA INCONTORNÁVEL

(…) Ai esta mágoa, ai este pranto, ai esta dor, Dor do amor sozinho, o amor maior (…) Há uma certa facção intelectual, em Portugal, que gosta de apoucar o Povo, recorrendo ao estafado argumento dos ‘três éfes’, e de como estes ainda vivem, pujantes, no nosso seio, explicando, em grande parte, segundo essa linha de pensamento, o nosso (o dos Portugueses) pretenso (ou notório?) ‘atraso’. Fado, Futebol e Fátima é uma falácia. Vou repetir: Fado, Futebol e Fátima é uma falácia. É certo que o regime salazarento serviu, em banquete farto (porém de forma tosca), essa ementa. Mais do … Continuar a ler DIFERENÇA: (ATÉ) MAIS DO QUE UM DIREITO, UMA CARACTERÍSTICA INCONTORNÁVEL