Diana, Diana, Diana

O MEU SONHO É MORRER Já não há retractos. A hora corre ao passo do minuto diminuto. Não há tempo a perder Que este tempo está perdido. Tem vezes que mendigo, foragido, As vezes são de severa modernidade, Vezes de tempo esquecido. Houve tempo de retractos Onde Homens se faziam, Não como lábios em tela vazia Que nem dados de arremesso. Houve tempo dos Homens imortais, Imemoriais, Espectros do dia, sombras da madrugada, Nobres vultos dos sábados da rua grande da minha cidade. As ruas dos portões lambidos de verde, Das bacias de flores frescas, Do sabão exausto e esquecido … Continuar a ler Diana, Diana, Diana

Diana, Diana, Diana

Uma Questão de Brilhar Eternos os segundos, fragmentos de minha sóbria memória prevalecida pelo amor a que tenho aos cheiros, memórias e histórias ouvidas…ouvidas no vento da tertúlia deste sábado tardio, desinteressante e passageiro. Para mim ligeiro e ainda assim tocante, vibrante, sensual, vigoroso, gritante. Eu entendo. É um fogo e eu sei que nunca entenderás e lerás. Naturalmente. Mas ainda assim fizeste questão de brilhar de azul. Como diria, sem saber, brilhaste como um azul eterno e pecador. Lembro-me de assim o escrever sem saber que um dia entenderia o sabor do quanto escrevia. Inocente que era. E de verdade que … Continuar a ler Diana, Diana, Diana