Diana, Diana, Diana

Vitória e não morrer Hoje foi um dia de futebol. Fez anos que não entrava no estádio. Alguém do meu coração tirou de uma cartola um bilhetinho para me oferecer. E eu lá fui, como nos velhos tempos, para o alto da bancada que se põe a sul. O meu velho cachecol que amarro ao pulso, o tremor do chão, os gritos e os sorrisos, os palavrões de vergonha alheia. Vitória! É uma alegria. Ganhamos, hoje, que marcamos três e os outros dois. Hoje foi um dia de futebol e com ele veio-me uma lembrança preocupante. Não é que no … Continuar a ler Diana, Diana, Diana

Diana, Diana, Diana

Alma copiada O meu nome é Diana e nasci em Guimarães. E isso aconteceu no hospital velho. Sempre dizia, a minha avó, que já ninguém nasce naquele hospital esquecido, agora. E ter lá cegado com os primeiros raios de luz parece ser algo digno para um Vimaranense, como se maior honra houvesse em brotar para a vida junto das fortalezas do castelo, ou qualquer coisa que o valha. O certo é que sim. Sinto um desnecessário orgulho em ter nascido naquele velho hospital. Cheguei hoje ao meu lugar primeiro. Vim no embalo da eterna viagem do urbano amarelo que me … Continuar a ler Diana, Diana, Diana